06/11/2018 - 10:38

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Dois casos de agressão contra mulheres resultam em prisões
Em um dos casos, registrado em Cocalinho, o suspeito bateu na esposa e na própria mãe. No outro em Araputanga, a mulher foi agredida em dose dupla, pelo marido e o amigo dele.
Eliana Bess | PMMT

Dois casos de violência contra mulher resultam na prisão dos agressores em Mato Grosso. Nesta segunda-feira (05.11), às 10h, a vítima R.S.S., 28 anos, procurou o Núcleo de Polícia Militar em Cocalinho (861 km de Cuiabá) pedindo ajuda porque o marido Fabrício Alves de Jesus, 25 anos, teria retornado para casa e prosseguia nas agressões contra ela, além de estar agredindo também a própria mãe. O suspeito já tem passagem na polícia pelo crime de estupro de vulnerável.

As agressões contra R.S.S. teriam começado na noite do dia anterior (04.11), por volta das 22h, quando o casal iniciou uma discussão. Ele deu vários socos em sua cabeça e teria machucado sua mão, mas depois disso saiu da residência, localizada no bairro Alto Cocalinho. Ao retornar para casa, na manhã de segunda-feira, Fabrício Alves de Jesus deu continuidade nas agressões, desta vez com chutes nas nádegas e no braço esquerdo da esposa que lhe causaram hematomas. A mãe dele, na tentativa de apaziguar os ânimos, tentou intervir e foi agredida, levando empurrões.

O suspeito foi detido ainda na residência e conduzido juntamente com as vítimas para as providências legais na Delegacia de Polícia Civil da cidade.

ARAPUTANGA

Outro caso de violência doméstica no mesmo dia (05.11) foi registrado numa comunidade agrícola de Araputanga (336 km de Cuiabá), no sítio Rainha da Paz. Também foi a vítima E.S.R., 24 anos, que procurou a polícia durante a madrugada. Ela teria sofrido agressões em dose dupla, sendo socos desferidos pelo marido Paulo Gonçalves Silva, 24 anos, e de um amigo dele, Weverton Miranda Teofilo, 30, que passou a morar com eles há cerca de três meses.  Os suspeitos são responsáveis ainda, por cultivo de maconha na propriedade.

O marido teria atingido ela no rosto e tentado enforcá-la e não satisfeito ainda teria dado mais socos nas costas, ameaçando-a de morte, dizendo que pegaria um revólver calibre 38 para matá-la. Weverton Miranda Teofilo também teria feito ameças de morte, além de atingi-la com socos nas costas.

Após as agressões, a mulher pegou o filho recém-nascido e tentado refúgio para uma casa vizinha, mas não conseguiu falar com ninguém e ligou para a unidade policial pedindo ajuda. Com a chegada da polícia, Paulo Gonçalves Silva conseguiu fugir. Já o amigo foi detido, mesmo tentando resistir.

A vítima relatou que possivelmente o marido tenha uma arma, e que os suspeitos cultivavam pés de maconha na propriedade. Ela não denunciou antes por medo. Foram localizados 8 pés da planta, que foram arrancados e apreendidos.

Weverton assumiu ser dono da plantação de maconha juntamente com Paulo e foi autuado pelos crimes de ameaça e lesão corporal (Lei Maria da Penha) e tráfico de drogas (Lei de Drogas).

O Conselho Tutelar de Araputanga foi acionado para acompanhar o caso devido à existência de crianças envolvidas. E conseguiu abrigo para a vítima e seus filhos. A vítima apresentava ferimentos na boca e ombro direito provenientes das agressões.

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